Tema recorrente nos exames da UERJ: figuras de linguagem

Existem algumas constantes nos exames discursivos propostos pela UERJ e, agora, vamos dar uma olhada numa das campeãs de recorrência: as figuras de linguagem! Alguns alunos procedem da seguinte forma: a fim de memorizar a lista das principais figuras, extenuam-se na resolução de exercícios, o que até certo ponto é interessante, mas isoladamente não surte muito efeito, visto que sempre acaba dando branco quando se trata de lembrar os menos comuns. Para você não ficar apenas acertando as metáforas e as hipérboles da vida, deixaremos aqui uma dica de como proceder para um melhor recordar das informações, na hora do exame. Isso se chama técnica mnemônica e é uma mão na roda.

Primeiro, escolhamos as dez figuras de linguagem mais visadas nos exames: metáfora, metonímia, antítese, paradoxo, hipérbole, personificação, eufemismo, elipse, sinestesia e pleonasmo. Tendo esta salada nas mãos, agora, vamos à técnica propriamente dita. Nada mais é do que colocar a emoção a serviço da razão. Para que sua mente tenha um registro vivo de suas ideias, é sempre bom que você as torne verdadeiros carros-alegóricos dentro da sua cabeça, e um dos maiores contribuintes para o estardalhaço memorial é o humor. Então, faça uma lista com estes nomes e disponha ao lado deles uma frase que os ilustre da forma mais “traumática” possível.  E o melhor, não se pode copiar de ninguém, já que cada frase tem tudo a ver com a cabeça de quem vai pensar. É claro que se o teu amigo criou a melhor frase do mundo, não se acanhe em furtá-la.

A técnica também pode ser aplicada para te ajudar a memorizar aquelas orações subordinadas adverbiais safadíssimas, que fazem da vida um pesadelo, ano após ano. Como recordar que são elas: condicional, causal, conformativa, comparativa, temporal, concessiva, final, consecutiva e proporcional? Eu guardei por conta da musicalidade em um processo roubado de um primo, em que ele cantava “conca-concon-tem-confi-comprô”. Assim, recordo-me sempre de quantas são e quais as iniciais de cada uma das adverbiais. Você poderia criar um texto esdrúxulo contendo as nove palavras, algo como, “O tempo é a causa e a condição, onde fazemos concessões com a finalidade de proporcionar conformidade como consequência a toda comparação”. O importante é que seja significativo para você, não importa o quão idiota possa parecer para qualquer um.

Outra técnica que você pode explorar é a do questionamento. Elabore uma série de questões básicas que possam te guiar desde o princípio. É simples. Se você está diante de uma questão em que precisa reconhecer e classificar uma oração, por exemplo, deve iniciar seu questionamento com a simples pergunta: o que é uma oração? Estas questões, se respondidas durante o estudo, fornecerão a chave para a recuperação da resposta pela memória, durante a prova. “Oração é uma frase que tem um verbo e sentido completo”. Quantos tipos de oração? Quais são os nomes? Qual é a relação dos nomes com as orações? Roteirize as perguntas, responda-as todas após a leitura e a resolução dos exercícios, como um mapa para sua recuperação mnemônica durante o exame. Portanto, não deve ser um rascunho, mas um projeto final. Boa sorte!

Profº Antônio

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